Sport: a importância de ser campeão

6/06/08

O gol de Enílton, no apagar das luzes do primeiro jogo contra o Corinthians, reacendeu as esperanças rubro-negras para a disputa da final da Copa do Brasil. Não se pode dizer que foi “o gol do título” ou que as coisas ficaram “mais fáceis”. Em final de campeonato, é muito difícil um time que precisa vencer por dois gols de diferença – sem sofrer nenhum – ficar com o título. Difícil, mas não impossível. 

Em primeiro lugar, é preciso que a torcida esteja confiante numa reação, mas jamais achando que o time já ganhou. Não interessa o histórico passado – sempre venceu por pelo menos dois gols de diferença dentro da Ilha… – o que importa é que cada jogo é um jogo diferente. O Corinthians, competentemente treinado por Mano Menezes, irá catimbar e vai tentar dificultar ao máximo as ações da equipe pernambucana. E será necessária muita paciência. 

Hoje, o favorito ao título é o Corinthians. Mas antes do jogo do Morumbi, o Sport era o favorito. Então, que fique bem claro: favoritismos existem para serem confirmados ou para caírem. Quem sabe não cai na quarta-feira. 

E como será importante não apenas para o Sport, mas para Pernambuco essa conquista. O Estado, exceto pela situação do Santa Cruz, vive um momento muito bom futebolisticamente. O Sport decidindo um título nacional e o Náutico entre os primeiros na Série A. Vencer a Copa do Brasil significará a primeira resposta dentro de campo aos que fazem de tudo para tentar derrubar o futebol nordestino. 

O Sport tem tudo para fazer história e fazer a moral pernambucana crescer em todo o País. E depois, caso o título chegue, vamos esperar para ver o que dirão. Terá sido a Ilha do Retiro a culpada? Ou a PM? Vão ficar “com medo” os jogadores do Corinthians ao entrar em campo? Apenas suposições… 

O importante nesse momento é o Sport se concentrar na partida e estar ciente de que o jogo não está ganho. Que se verá diante de uma grande batalha e será preciso ter raça e vontade, não apenas se confiar no retrospecto. Números não ganham jogo, o que ganha é técnica e coração. Que o Sport demonstre essa técnica e esse coração. Pernambuco precisa disso.

O que é justo e o que é injusto

4/06/08

Nesta quarta-feira deve sair as primeiras decisões sobre eventuais punições na confusão do último domingo, entre Náutico e Botafogo. E os dois primeiros réus da pauta do STJD são o zagueiro André Luís e o Náutico. 

Não tenho dúvidas de que o atleta botafoguense sofrerá uma punição – mais precisamente uma severa punição. Pela quantidade de artigos em que está denunciado, dificilmente pegará algo menor que dez partidas – como se sabe, pode chegar até a 23 jogos sua suspensão. O que seria justo. 

Da mesma forma, tamanha a veemência do procurador Paulo Schmidt em acusar o Náutico, dificilmente a equipe pernambucana saíra ilesa do episódio. Na melhor das hipóteses, perderá o mando de campo por um ou dois jogos. Na pior, terá o estádio interditado. Logo o Náutico, que não teve qualquer envolvimento na confusão. Nada mais injusto. 

Tudo isso quando o Náutico tem três vitórias em quatro jogos e terá uma ótima seqüência pela frente. É difícil acreditar que as acusações seriam as mesmas se o contrário tivesse acontecido: um atleta do Náutico feito o que o botafoguense fez, em pleno estádio Engenhão. É difícil acreditar que o Botafogo sofreria punição. 

Ao longo dos anos, o futebol brasileiro tem mudado no que se refere a privilégios no futebol do sul/sudeste – os constantes rebaixamentos dessas equipes são prova disto. Porém, parece que a coerência está para ser esquecida neste caso. Vamos ver qual será a definição. E vamos ver o que é justo e o que é injusto. 

Hora de fazer história 

Sem ter nada a ver com toda a confusão, o Sport hoje pode dar o primeiro passo para voltar a fazer história no futebol brasileiro. Para isso, é muito importante não perder ou, caso perca, fazendo gols. 

Ninguém se iluda pensando que o jogo contra o Corinthians será fácil. Nas condições atuais – decisão – o rival será um adversário mais difícil que Palmeiras, Inter e Vasco. É uma nova história que temos pela frente, contra um rival motivado e cuja fanática torcida estará lotando o estádio – assim como a do Sport fará na próxima semana. 

Será um verdadeiro duelo de titãs. Ao Leão, será necessário ter a calma que faltou na hora das conclusões do jogo contra o Vasco da Gama. Não se pode desperdiçar chances daquele tipo numa competição de mata-mata. Se souber aproveitar as chances que tiver, o Sport dará um grande passo para o título.

Não precisava ser tão sofrido

29/05/08

Não precisava ser tão sofrido. Pelo domínio que o Sport teve em toda a partida, não era nem para o time ser derrotado com a bola rolando – quanto mais por 2 x 0. De qualquer forma, o principal aconteceu: a classificação merecida, após 19 anos, para a final da Copa do Brasil. 

O Sport é melhor e muito superior ao Vasco da Gama e comprovou isso nos dois jogos. Tivesse o ataque rubro-negro mais competência nas finalizações, o Leão teria enfiado uma goleada no time de Eurico Miranda em pleno estádio São Januário.  

Aliás, falando nisso, um recado para os que acreditam em “teoria da conspiração” de árbitros contra times nordestinos: acabou esse tipo de coisa. Um juiz pode até apitar mal e errar contra os pernambucanos, mas não acredito em jogo de cartas marcadas. O jogo de ontem foi mais uma prova. O árbitro anulou um gol do Vasco quando estava 0 x 0, num lance que não seria escandaloso se fosse gol; da mesma forma, a expulsão do vascaíno poderia ter sido relevada caso o árbitro tivesse a favor dos cariocas. E o Sport já passou por Palmeiras e Inter anteriormente. Logo, esqueçam arbitragem. Se tiver que ganhar, o Sport vai ganhar. 

Agora, embora o Corinthians esteja na Série B do Brasileiro, a equipe está empolgada e possui bons jogadores. Tem um time com qualidade suficiente para enfrentar o Sport de igual para igual. Desta forma, não dá para designar nenhum favorito neste duelo. Serão dois jogos tensos. E de difícil prognóstico. 

Ao Sport basta jogar bem como vem jogando e ter mais qualidade na hora de colocar a bola na rede. Parece muito, mas não é. Dá para fazer isso. E se fizer, a torcida poderá comemorar o título. Mas se perder gols como perdeu ontem, podem se preparar para mais emoção pela frente. De qualquer forma, enquanto não chega a hora dos jogos, o momento é para celebrar. 

Início animador para Pernambuco

26/05/08

Embora o Brasileirão esteja apenas em seu início, é animador o começo de participação de Náutico e Sport no torneio. Após três rodadas, as duas equipes estão em zonas de classificação para competições sul-americanas – o Náutico na da Libertadores, o Sport na da Sul-Americana. Repito: com a competição apenas começando, muita coisa pode mudar. Mas não custa curtir este momento. 

O Leão conseguiu uma importante vitória ontem na Ilha do Retiro. Como nenhum dos dois times jogavam com o time titular, era de se esperar dificuldades dos dois lados. E o próprio resultado final era uma incógnita. Mas acabou sendo muito bom para o Sport, que evitou um novo tropeço dentro de casa. E deu tranqüilidade para que a equipe volte a depositar todo seu pensamento no jogo contra o Vasco, pela Copa do Brasil. 

Já o Náutico, que foi derrotado pelo Grêmio no sábado, também conseguiu cumprir um bom papel em seu giro de duas partidas fora de casa: independente de ter enfrentado equipes completas ou não, jogou contra dois grandes times – Fluminense e Grêmio – e conseguiu uma vitória e uma derrota. Indiscutivelmente, um bom retrospecto. 

As próximas rodadas serão importantes para que os clubes pernambucanos consigam manter vivo o sonho de uma competição sul-americana. Ao mesmo tempo, se distanciar da zona do rebaixamento. Nesse sentido, ao menos teoricamente, quem pode ter um caminho mais fácil é o Náutico. Isso porque, já com treinador e completamente voltada para essa competição, o time recebe o Botafogo – que, caso vença o Corinthians, estará com a cabeça na final da Copa do Brasil. Essa é a mesma razão que pode dificultar o jogo do Sport contra o Internacional, em Porto Alegre: além de jogar fora – o que já tornaria a partida bem difícil – o Leão tem tudo para passar pelo Vasco, quarta-feira, e, com isso, também aumentar sua preocupação com a Copa do Brasil. 

De qualquer maneira, vemos um princípio animador, que pode dar boas esperanças para os times ao longo do certame. 

A aposta alvirrubra 

Sobre o novo treinador alvirrubro: assim como a maioria da torcida, não o conheço. Porém, prefiro seu nome ao de alguns que foram ventilados, como Zetti, Ivo Wortmann e Paulo Bonamigo. Pouco vi no que se refere a sucesso e trabalho bem sucedido nesses treinadores. E todos tiveram oportunidade de treinar boas equipes. 

Leandro Machado, ao menos, tem esse atenuante. Não tem títulos, mas jamais treinou grandes equipes. É um risco? Completo. Se é para arriscar, poderia ter arriscado com alguém de Pernambuco? Talvez. Mas conhecendo torcida e imprensa, como conheço, a pressão que um técnico local sofreria seria infinitamente superior ao que o gaúcho vai receber – embora também ache que haverá uma cobrança grande em relação a ele. 

De qualquer forma, antes de criticar a diretoria, é bom lembrar que nomes pouco conhecidos fizeram bons trabalhos anteriormente: casos de Zé Teodoro, Roberto Cavalo (em sua primeira passagem), além do próprio Roberto Fernandes. É acreditar e esperar.

Ninguém segura o Sport não

22/05/08

O Sport mostrou ontem o porquê de não fazer diferença entre decidir uma vaga num mata-mata dentro de casa ou não: o que importa é como o mandante conseguirá fazer seu placar. A vitória por 2 x 0 diante do Vasco deu ao Leão uma vantagem tremenda, e só mesmo um desastre pode tirar o time rubro-negro da segunda decisão da Copa do Brasil de sua história. 

A torcida mais uma vez mostrou sua força e o placar de 2 x 0, embora muito bom, ainda foi pouco. Vejam, então, por que o Sport é favorito mesmo decidindo fora de casa: pelo futebol que as duas equipes vêm jogando, não justifica o Sport perder por três gols de diferença para os cariocas; dificilmente o Vasco terá São Januário tão lotado e com tanta pressão quanto na Ilha do Retiro; por fim, o Sport vive um momento de concentração tão grande na Copa do Brasil que, neste momento, ele é o maior favorito ao título da competição. 

Outra coisa, para os que acreditam que quem faz o primeiro jogo em casa costuma sair prejudicado: Palmeiras e Internacional não conseguiram vantagens significativas no primeiro jogo e acabaram pagando por isso. O Sport, por sua vez, fez vantagem muito boa – dois gols de diferença sem sofrer gols. Isso significa que o Vasco precisará da vitória de todo jeito. Ao Sport, basta não sofrer. Ou mesmo marcar, um que seja, que praticamente matará o rival. 

O Sport vive um momento excelente na Copa do Brasil. No início da semana, comentei sobre o risco de uma pobre campanha no Brasileiro nesse início de competição, tamanho o foco que o clube se encontra no mata-mata. Agora, paciência. Menos mal, provavelmente o time vai pegar aqueles mesmos reservas do Fluminense que enfrentaram o Náutico no Maracanã. Então, mesmo focado em outra competição, dará para conseguir sua primeira vitória na Série A. 

Com relação ao jogo em si, Durval e Daniel Paulista impressionam. Como são bons jogadores. E como o time do Sport é forte, tendo atletas como esses na marcação, e jogadores como Romerito na criação – sem deixar de marcar. O que ainda está faltando é um ataque mais consistente. Se conseguir esse jogador que está faltando, a pergunta caberá mais do que nunca: alguém segura o Leão?

Mais uma vez, Roberto Fernandes acertou

21/05/08

Eu era um dos defensores do trabalho de Roberto Fernandes no Náutico, por isso lamento sua saída para o Atlético/PR. No entanto, creio que ele tomou a atitude mais acertada que podia. Embora uma parte da torcida alvirrubra gostasse de sua postura, uma (grande) parcela passava o tempo inteiro o criticando. Já tinha virado antipatia: reclamava por causa de seus “esporros” na beira do gramado, reclamava por conta de suas “invenções” nas escalações, reclamava por suas substituições. Enfim, muitos torcedores do Náutico pareciam ter o prazer em criticá-lo. Por conta destes, tenho certeza de que Roberto Fernandes seguiu o caminho correto. 

O técnico chegou ao Náutico em julho do ano passado, logo após a derrota para o Sport, na oitava rodada do Brasileiro. O time dos Aflitos possuía apenas cinco pontos na tabela (menos do que em duas rodadas neste ano) e um time completamente desorganizado, montado por PC Gusmão. Chegaram alguns reforços, é verdade – embora jogadores de destaque, como Acosta, Sidny, Felipe, por exemplo, já estivessem no grupo – mas o time começou a se recuperar aos poucos. Com “invenção” e tudo do treinador – o Náutico passou a mesclar o 3-6-1 com o 3-5-2, dependendo do adversário – o time escapou do rebaixamento e chamou a atenção de todo o País no segundo turno. 

Neste ano as críticas se acentuaram e, não fossem as duas vitórias contra Goiás e Fluminense – e a conseqüente liderança temporária do Brasileiro – o treinador continuaria sendo detonado – como seria no próximo sábado, caso o Náutico viesse a perder sob seu comando para o Grêmio, algo perfeitamente normal. 

Pois bem, enquanto aqui muitos se preocupavam em detoná-lo, no resto do País seu prestígio crescia. Enquanto aqui muitos viam nele um invencionista que só queria chamar a atenção, no sul do País ele era tido como um dos melhores treinadores da nova geração. Como aqui só reconhece um talento depois que o perde, pois bem, em breve os “detonadores” de Roberto Fernandes devem lamentar ter visto o Timbu perder um treinador extremamente qualificado. 

Vamos ver como será daqui por diante. Tomara que o próximo comandante alvirrubro consiga dar continuidade a um trabalho bem feito que vislumbrava o sucesso para a equipe alvirrubra. E, oxalá, Roberto Fernandes siga crescendo em sua carreira. Quem sabe no sul ele não consegue o reconhecimento que faltou em Pernambuco. 

Amanhã conversaremos sobre o jogão desta noite, Sport x Vasco.

Náutico: ventos sopram a favor

19/05/08

Quem diria que o Náutico, jogando muito mal, venceria seus dois primeiros jogos na Série A e chegaria à liderança da competição? Eu, por exemplo, acreditava num início complicado, pelo fato de a maioria dos jogadores contratados não estarem à disposição – ou não estarem devidamente entrosados. Mas os ventos sopraram a favor do timbu: quis o destino que o Náutico estreasse em casa, contra um dos mais desorganizados clubes da competição, e fizesse seu segundo jogo contra um adversário formado totalmente por jogadores reservas. 

Antes de parecer que estou fazendo uma crítica ao Náutico, fique bem claro que o time dos Aflitos cumpriu muito bem sua obrigação. Venceu os dois jogos e não interessa se jogou bem. Não interessa a situação dos rivais. O que importa é que os ventos sopraram a favor do Náutico e a equipe aproveitou a oportunidade. 

No próximo sábado, o Náutico terá seu primeiro grande desafio, diante do Grêmio, no Olímpico, e podemos ver o que esperar da equipe num futuro breve. Porém, mesmo que seja derrotado, o desempenho timbu nos três primeiros jogos – em termos de resultado – é elogiável. Mais importante: se a primeira meta do clube é fugir do rebaixamento, já deu passos importantíssimos tendo em vista o cumprimento do objetivo. 

Mas que o Náutico esteve mal nesses jogos, isso esteve. E creio que o jogo contra o Grêmio ainda não será o que o Náutico jogará bem. Pode, sim, armar um esquema forte de marcação anulando o adversário – e acho que será isso o que Roberto Fernandes tentará fazer. Não estranhem se o time entrar em campo com três volantes – e até mesmo com Radamés na lateral. Acho provável que isso aconteça. 

De qualquer forma, creio que só a partir da quarta ou quinta rodada o time começará a mostrar uma evolução real em termos de qualidade. E se isso acontecer, o Náutico terá uma seqüência excelente de jogos para consolidar uma boa posição: depois do jogo contra o Grêmio, terá pela frente, na seqüência: Botafogo (casa), Ipatinga (fora), Vasco (c) e Atlético/MG (c). 

Em suma, parece que os ventos continuam soprando a favor do clube dos Aflitos. Se o time souber aproveitar as oportunidades a tendência é que o Náutico tenha um desempenho acima do esperado. 

Prioridade perigosa 

Enquanto o Náutico somou seis pontos em dois jogos, no mesmo período o Sport fez um único ponto, fruto de seu empate no último sábado, em casa, contra o Vitória. Pelo ótimo desempenho que o time vem tendo na Copa do Brasil, de certa forma era esperado o sacrifício neste princípio de Campeonato Brasileiro. O que pode ser bastante recompensado em caso de conquista do título da competição nacional. Mas que também pode ter um preço alto em caso de fracasso nos objetivos. 

O Sport, embora tenha tido chances de vencer, jogou mal contra o Vitória que, pelo visto, brigará para não ser rebaixado. Desta vez, nada de jogadores poupados. No entanto, a cabeça dos atletas está em outro lugar – ninguém pensava no Vitória, e sim no Vasco. O resultado foi o placar insoso. 

O grande problema dessa situação é que o Brasileiro é um campeonato muito difícil. E um começo com tropeços vai exigir uma recuperação forte na seqüência dos jogos. O que é possível acontecer, uma vez que o Sport tem time para tal. Mas o jogo com o Vitória serviu para mostrar que não basta o time estar bem. O fator concentração é fundamental. E, se acontecer do time estar mal na tabela, precisando se recuperar a qualquer custo, o time pode sentir o peso da responsabilidade. 

A prioridade do Sport para a Copa do Brasil é válida e importante. E, tamanha a excitação do time e da torcida com relação ao que pode acontecer, é difícil pensar em outra coisa. Mas não se pode esquecer que tem uma Série A sendo disputada paralelamente. Caso contrário, o que é motivo de festa hoje pode se tornar uma dor de cabeça amanhã.

Chegou a hora de Pernambuco

15/05/08

Sempre ressaltei que achava o jogo do Sport contra o Internacional muito difícil. Não pela capacidade do time rubro-negro vencer o adversário, mas pela vantagem dos gaúchos, do empate, da questão de gols fora de casa… Mas, mesmo sem Romerito e Daniel Paulista, o leão rugiu. É o representante pernambucano nas semifinais da Copa do Brasil e tem mais chances do que nunca de conquistar o inédito título para o Estado. 

Diferentemente do que aconteceu contra Palmeiras e Internacional, desta vez o Sport é que entra com um certo favoritismo contra o Vasco. E não é favor ostentar essa posição. A equipe da Ilha do Retiro vive um momento melhor que o rival, em termos de elenco é mais forte e terá o retorno de suas importantes peças para os confrontos. O duelo é favas contadas? De forma alguma. Os pés no chão e a seriedade são fundamentais. Mas o triunfo, caso ocorra, não será surpresa. 

Contra o Inter o Sport mais uma vez fez valer a força do mando de campo – algo fundamental em competições como a Copa do Brasil. Essa força vem transformando o leão num time “copeiro” e aumentando seu respeito no resto do País. A determinação da equipe, mesmo quando ficou com um homem a menos, foi impressionante e, da mesma forma que o Internacional, qualquer outra equipe que enfrentasse o Sport com aquela pressão também sentiria o impacto. 

Com relação ao Vasco, a maior preocupação que o Sport deve ter é com relação à dupla Edmundo / Leandro Amaral. A qualidade da dupla é inquestionável e, apesar da idade avançada, Edmundo ainda saber jogar (muita) bola. E pode desequilibrar uma partida. Se conseguir anular essa força do time vascaíno, o Sport se classifica, não tenho dúvida. A hora é essa. Chegou o momento de Pernambuco brilhar novamente no cenário nacional. 

Alvinegros 

O Sport é o “patinho feio” entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Os três outros times ainda em disputa – Vasco, Botafogo e Corinthians – têm em comum o fato de serem alvinegros e pertencem ao eixo Rio-São Paulo, historicamente os “dominadores” do futebol brasileiro. Apesar disso, talvez seja o time que melhor vem jogando entre eles. Numa eventual final, talvez o mais difícil dos adversários seja o Corinthians que, embora esteja na Série B, possui alguns bons jogadores e também conta com a mesma arma poderosa do Sport: a torcida.

Santa: o momento é de união

14/05/08

O Santa Cruz vive uma das mais sérias crises de sua história, isso não é novidade para ninguém. O presidente Edinho cometeu uma série de erros ao longo de sua gestão, a prova é que o time encontra-se no estado atual, não há como negar. A oposição tem o direito de se queixar, isso é claro. Nada do que vem acontecendo nos bastidores do Arruda vai ajudar para que a situação se resolva.

O fato é histórico: sempre que há um grande racha em qualquer dos três grandes clubes pernambucanos, dificilmente aparecem coisas boas. E o resultado sempre é refletido dentro de campo. Sempre foi assim com Sport e Náutico. Está acontecendo o mesmo com o Santa Cruz.

Diante de um clube sem dinheiro e mal administrado, agir como a oposição tem feito, tentando derrubar o presidente, não vejo como poderia melhorar a situação. Até porque o processo é longo, o Brasileiro da Série C está próximo e qualquer turbulência a mais será duramente sentida pelo elenco e, por tabela, pela torcida.

O desempenho de Edinho como presidente tem deixado muito a desejar, mas o momento atual é de diálogo, de união. É preciso agregar forças para, de alguma maneira, tentar mudar o quadro atual dentro do Arruda. No fim do ano, se for o caso, parte-se para o bate-chapa. Mas agora é preciso conversa. Quem estiver disposto a ajudar precisa se mostrar presente, da mesma forma que o presidente precisa aceitar todo e qualquer tipo de ajuda.

Da forma que a coisa anda, o Santa Cruz corre sério risco de ser eliminado na primeira fase do Brasileiro. E, diferentemente do ano passado, quando a eliminação significava “apenas” retardar a subida para a Série B, esse ano resulta na queda para a famigerada quarta divisão.

Não é bom para absolutamente ninguém esse abismo em que vive o Santa Cruz. Nem mesmo para seus rivais. Pernambuco sempre foi um Estado diferenciado por possuir três grandes forças. A queda do Santa Cruz significa perda de prestígio para o Estado. E enfraquece o campeonato local. Conseqüentemente, Náutico e Sport também perdem dinheiro.

O momento é grave. E, se “a união faz a força”, a desunião leva ao inferno. 

Que sirva de exemplo 

Eis que Ruy pegou uma pena muito maior do que se imaginava e se tornará um desfalque seríssimo para o Náutico nos próximos jogos. Pior é imaginar a forma em que ele foi expulso, já após a partida. Que sirva de exemplo para os jogadores das demais equipes. Acabou o jogo, acabou! Não adianta mais nada. Reincidente que era, o atleta passará mais quarto jogos sem atuar e o Náutico perderá em qualidade por conta disto.

Sport: é preciso jogar mais bola

13/05/08

A derrota do Sport para o Botafogo, em sua estréia no Campeonato Brasileiro, mostrou que o time pernambucano precisa jogar bem mais para passar pelo Inter e garantir vaga nas semifinais da Copa do Brasil. O time de Nelsinho, embora tenha dominado em determinados momentos – quando o jogo estava 0 x 0, por exemplo –, jogou mal, mesmo contando com dois de seus principais jogadores, Romerito e Daniel Paulista. E ambos estarão de fora da partida de quarta-feira.

A ausência de Romerito e Daniel, não tenham dúvida, será sentida. Apesar de ter falhado no segundo gol do Botafogo, Daniel vive uma ótima fase e é um excelente jogador na posição. Marca bem e dá mais tranqüilidade ao setor defensivo. Com relação a Romerito não é preciso falar muito. Um atleta que tem qualidade na criação e no combate sempre faz falta. Ainda mais quando é o melhor jogador do time.

Diante do Internacional o Sport terá, provavelmente, o jogo mais difícil da temporada. Começa o jogo em defasagem no placar (0 x 1), precisa atacar e não pode tomar gols, sob pena de partir para um resultado ainda mais difícil e se expor muito mais. É claro que o que acontecer no primeiro tempo dará uma idéia do que será a partida.

Seria muito interessante que Luizinho Netto voltasse a jogar bem. Nos seus pés, numa eventual cobrança de falta, pode estar a definição a favor do Sport. Acho muito perigosa a dependência que o time da Ilha vem tendo em relação a esse atleta, mas na ausência dos atletas já citados – sem contar os que podem ficar de fora após serem julgados na noite desta terça – a precisão do lateral pode decidir.

Vamos ver o que acontece. Pelas circunstâncias – e pelo bom time que possui – eu daria ao Inter um certo favoritismo para se classificar. Mas o Leão já mostrou sua força dentro de casa contra o Palmeiras. Quem sabe a história não se repete. 

Oficina de jornalismo esportivo Estão abertas as inscrições para a Oficina de Jornalismo Esportivo promovida pela Conteúdo Criativo. Voltada para estudantes de jornalismo, a oficina é ministrada pelos jornalistas Paulo Augusto e Álvaro Filho. As aulas acontecem às segundas e quartas às 18h30 e aos sábados às 9h, no período entre 26 de maio e 16 de junho. Informações e inscrições: 32215461 / 96860446 / 96660688 ou pelo email: oficina@pernambucofc.com.br